áresa prioritárias e monitoramento
6.1 Introdução
As Áreas Prioritárias de Manejo (APM’s) do PESM, identificadas no Mapa de Áreas
Prioritárias de Manejo, são aquelas que foram consideradas as mais críticas do Parque,
em termos de implantação e demandas de ação imediata. São áreas estratégicas que
necessitam de ações integradas e que podem envolver mais de um programa,
abrangendo mais de uma zona.
Para detalhar ações e procedimentos específicos em cada APM poderão serão criados
grupos de apoio à sua gestão definidos pelo IF, compostos por representantes de
instituições publicas ou privadas, interessadas e diretamente envolvidas com
problemas ou programas de manejo naqueles locais. As diretrizes para as atividades a
serem desenvolvidas encontram-se descritas nas propostas dos respectivos
programas de manejo. As APM’s são:
Tabela 105. Áreas Prioritárias de Manejo
Área Prioritária de Manejo Núcleo Município
Área 1
Ocupação Adensada 1
Núcleo Pedro de Toledo
Pedro de Toledo
PeruíbeÁrea 2
Circuito dos Campos Nebulares
Núcleo Curucutu São PauloÁrea 3
Circuito Caminhos do Mar
Núcleo Itutinga-Pilões
São Bernardo do Campo
CubatãoÁrea 4
Circuito Paranapiacaba/Vale do Quilombo
Núcleo Itutinga-Pilões
Santo André
CubatãoÁrea 5
Circuito Itapanhaú
Núcleo Itutinga-Pilões BertiogaÁrea 6
Ecovias e Bairros Cota
Núcleo Itutinga-Pilões
Cubatão
São VicenteÁrea 7
Região de Boracéia e Costa dos
Alcatrazes
Núcleo Itutinga-Pilões
Núcleo São Sebastião
Bertioga
Salesópolis
São SebastiãoÁrea 8
Sistema Viário Intermediária / Limeira
Núcleo Caraguatatuba
Núcleo São Sebastião
Caraguatatuba
São SebastiãoÁrea 9
Ocupação Rural Adensada 2
Núcleo Cunha
Núcleo Santa Virgínia
Natividade da Serra
São Luiz do Paraitinga
CunhaÁrea 10
Zona Histórico-Cultural
Núcleo Picinguaba UbatubaÁrea 11
Microbacia do Rio Grande
Núcleo Picinguaba Ubatuba426 Áreas Prioritárias de Manejo
6.2 Ações Propostas para as Áreas Prioritárias de
Manejo
6.2.1 Área 1: Ocupação Rural Adensada em Pedro de Toledo e
Peruíbe
6.2.1.1 Descrição
Esta área é administrada pelo Núcleo Pedro de Toledo e está localizada nos Bairros
de Ribeirão Grande, Piririca, Bom Jardim e outros.
6.2.1.2 Objetivos e Ações Prioritárias
O principal objetivo é a regularização fundiária, pois as áreas devolutas ocupadas
devem ser desocupadas por meio de reassentamento ou indenização de benfeitorias.
Esta é uma das áreas com maior ocupação rural adensada em todo o PESM, conforme
já descrito no capítulo sobre avaliação da socioeconomia e dos vetores de pressão.
Ali foram registradas mais de 600 edificações por fotointerpretação em imagens de
2001. Estes bairros estão incluídos na Zona de Ocupação Temporária, que deve ser
implantada enquanto não ocorre a regularização.
6.2.2 Área 2: Circuito dos Campos Nebulares
6.2.2.1 Descrição
Esta área está localizada no município de São Paulo e inclui a sede do Núcleo
Curucutu, onde estão em fase de conclusão obras para estruturar a proteção,
administração e o uso público.
6.2.2.2 Objetivos e Ações Prioritárias
Estruturação de equipe e funcionamento geral deste núcleo, que se encontrapraticamente fechado ao uso publico, apesar do grande interesse e de um vasto
circuito de trilhas nos arredores e de travessia para Itanhaém;
Erradicação da mancha de pinus plantado ao redor da sede, com alto poder dedispersão pelos campos nebulares, que constituem ecossistema único em todo o
Parque.
Áreas Prioritárias 427
6.2.3 Área 3: Circuito Caminhos do Mar
Área 4: Circuito Paranapiacaba / Vale do Quilombo
Área 5: Circuito Vila Itatinga / Parque da Neblinas /
Itapanhaú
6.2.3.1 Descrição
Estas APM’s encontram-se sob administração do Núcleo Itutinga-Pilões. Estas áreas,
principalmente a 3 e a 4, encontram-se sob forte pressão de uso público, tanto pela
proximidade com os municípios da Grande São Paulo, especialmente o chamado
ABCD
1, como pela existência das represas Billings e Rio das Pedras, da paisagemexcepcional na descida da serra, e na visitação dos monumentos históricos
representados pelo Caminho do Mar, a Calçada do Lorena, e a Vila de Paranapiacaba.
Existem inúmeras trilhas nesta região, e a pressão de uso não ocorre apenas por
turistas em busca de caminhadas, mas também por motoristas de carros
off road,motoqueiros, pescadores e os mais diversos grupos interessados em relaxar das
tensões da região metropolitana.
Em São Bernardo do Campo, junto à via Anchieta, existe uma base do Instituto
Florestal que atualmente abriga residências funcionais.
Já no circuito Parque das Neblinas / Vila Itatinga / Itapanhaú, o maior atrativo é
composto pelas trilhas ao longo dos rios Itapanhaú e Itatinga, ambas de travessia da
serra desde o planalto até a planície de Bertioga. O Parque das Neblinas, iniciativa da
ONG Ecofuturo, tem seu Centro de Visitantes adjacente ao PESM, às margens do rio
Itatinga. A trilha do mesmo nome termina na Vila histórica de Itatinga, onde ainda
funciona a usina hidrelétrica que abastece as docas de Santos, do inicio do século
passado e acesso exclusivo por via férrea. A trilha do Itapanhaú tem seu início na
própria rodovia Mogi/Bertioga, conta com cachoeira exuberante e encontra no final
uma antiga casa de Pedra, a poucos quilômetros da cidade de Bertioga.
Estes circuitos já vêm sendo operados atualmente, sendo que o Caminho do Mar é
gerido pela EMAE - Empresa Metropolitana de Energia. Existem vários operadores e
grupos de monitores ou guias interessados, bem como as respectivas prefeituras
municipais.
6.2.3.2 Objetivos e Ações Prioritárias
Definir procedimentos para viabilizar a implementação, monitoramento e controledo uso público, integrando os vários atrativos em circuitos, em parceria com
Instituto Biológico (Reserva Biológica de Paranapiacaba), associações de monitores,
EMAE, CODESP, IF, ECOVIAS, Petrobrás, Instituto Ecofuturo, prefeitura de
Bertioga, de Santo André, de São Bernardo e Cubatão.
1
Santo André, São Bernardo,São Caetano e Diadema.428 Áreas Prioritárias de Manejo
Ações específicas na Área de Rio das Pedras / São Bernardo / Caminho do Mar:
Indicação dos parceiros para cada modalidade ou espaços destinados ao usopúblico;
Indicação para Câmara de COMPENSAÇÃO como área prioritária pararegularização fundiária;
Caminhos do Mar Pólo Ecoturistico – compreende os monumentos históricos aolongo do Caminho do Mar e Calçada do Lorena, Circuito das águas;
As trilhas do Perequê, Torres, Caminho do Padre José, Travessia, entre outras alisituadas deverão ser estudadas para proposta de gestão compartilhada ou
terceirizada.
Infra-estrutura necessária:
Portaria de cobrança e controle no limite km 37 SP 148;
No demolido bar do Ramon fica a recepção para escolha e encaminhamento doroteiro a ser feito – trilhas e monitores;
No atual estacionamento implementar uma base para esportes de aventura, quepoderá ser incluído no Pólo Caminhos do Mar;
A casa atual de visitas deverá ser centro de visitantes com exposição, entreoutras, sobre o PESM como um todo, contando com auditório e demais
facilidades para o visitante.
Ações específicas para a Base São Bernardo:
É necessária a implantação de:
Base de visitantes;
Pelo menos uma trilha;
Área de acampamento para grupos de escolas públicas e particulares usandoestrutura administrativa de banheiros e cozinha/refeições para viabilizar
atividades de estudos e brincadeiras;
Pequeno viveiro experimental com programa de jovens da Reserva da Biosferado Cinturão Verde.
6.2.4 Área 6: Circuito ECOVIAS e Bairros Cota
6.2.4.1 Descrição
Esta área concentra as maiores pressões antrópicas do PESM pois abrange algumas
das principais rodovias do estado, os “Bairros Cota” e “Água Fria” com cerca de 4 mil
habitantes em áreas de invasão de terras de domínio publico, junto à Via Anchieta e à
estrada de acesso à sede do Núcleo Itutinga-Pilões. A situação de tensão social é
grande, as invasões continuam, os funcionários são ameaçados de morte e guaritas já
foram destruídas. O IF não tem condições de resolver o problema sem uma ação de
Áreas Prioritárias 429
governo, integrando varias instituições, como já indicado no Capítulo de Avaliação da
Socioeconomia e dos Vetores de Pressão.
6.2.4.2 Objetivos e Ações Prioritárias
Controlar acessos das vias de serviço, controlar pressões de invasão, promoverreintegração de posse e reassentamento dos Bairros Cota e Água Fria. Realizar
estudos para desafetação da área ocupada pela refinaria Presidente Bernardes, Vila
Light e de outras áreas consideradas de recuperação irreversível.
6.2.5 Área 7: Região de Boracéia e Costa dos Alcatrazes
6.2.5.1 Descrição
Esta área estratégica está sob administração dos Núcleos Itutinga-Pilões e São
Sebastião e localiza-se nos municípios de Bertioga, Salesópolis e São Sebastião. A
região litorânea vem sendo ocupada pelo turismo de segunda residência da classe
media alta da região metropolitana de São Paulo, contando com ampla rede hoteleira
e variadas opções de lazer, entretenimento, esportes náuticos, gastronomia, etc. A
existência de várias trilhas bastante procuradas, algumas iniciativas de turismo
sustentável, a aldeia Guarani do Ribeirão Silveira e uma demanda crescente para o uso
público da floresta, suas trilhas e cachoeiras.
Na região de Salesópolis, a SABESP mantém sólida estrutura de proteção, captação e
tratamento de recursos hídricos do Sistema Rio Claro, que abrange uma área com
mais de 10 mil hectares de florestas, a represa do Ribeirão do Campo e a Estação
Biológica da Boracéia (USP). As prefeituras da região demandam a abertura da área
para o uso publico. Por outro lado a pressão de ocupação urbana desordenada das
encostas é muito grande, e ações com o segmento organizado da sociedade local são
fundamentais para a obtenção de aliados na proteção do PESM.
6.2.5.2 Objetivos e Ações Prioritárias
Implantação da Base Rio Claro do PESM em parceria com a SABESP;
Estruturação da sede do Núcleo São Sebastião no Morro do Caetano;
Integração de ações de ecoturismo e educação ambiental no PESM em parceriaentre IF, SABESP, rede hoteleira, operadores, monitores e prefeituras, ONG’s e
Associações de Moradores, com ações voltadas para um mercado já existente e
motivado para novas alternativas de lazer, ainda bastante concentrado nas praias e
esporte náuticos.
430 Áreas Prioritárias de Manejo
6.2.6 Área 8: Sistema Viário Intermediaria / Limeira
6.2.6.1 Descrição
Esta APM é administrada pelos Núcleos Caraguatatuba e São Sebastião e localiza-se
nestes municípios. Compõe-se de estradas com cerca de 50 km de extensão no
interior do parque, como já foi descrito no capitulo sobre sócio-economia e vetores
de pressão, vêm sendo um dos piores vetores de pressão no setor norte do PESM. O
potencial para sua proteção em parceria com a Petrobrás, e para a implantação de
uma nova base para o uso público é enorme.
6.2.6.2 Objetivos e Ações Prioritárias
Controle permanente dos acessos e das pressões de caça e extração de palmito,
implantação de uma base de controle, uso público e pesquisa junto ao Rio Pardo,
estruturação do uso publico nestas estradas e respectivas trilhas em parceria com
Petrobrás e prefeituras municipais.
6.2.7 Área 9: Ocupação Rural Adensada em Natividade da
Serra, São Luiz do Paraitinga e Cunha
6.2.7.1 Descrição
Esta região caracteriza-se pela ocupação rural voltada para a agropecuária, em
processo paulatino de transformação em sítios de lazer de moradores de São Paulo e
cidades do Vale do Paraíba. A ocupação é antiga e os conflitos com o IF muito
desgastantes pela não existência, até a elaboração deste Plano de Manejo, de
diretrizes claras para o relacionamento entre ocupantes e o IF enquanto não ocorre a
regularização fundiária.
6.2.7.2 Objetivos e Ações Prioritárias
Reativação dos Conselhos Consultivos, regularização fundiária, inclusão de áreas de
domínio publico nos limites do PESM, implementação da Zona de Ocupação
Temporária nos bairros de Guaricanga, Vargem Grande, Briets, Palmital, Sertão do
Puruba, Fruta Branca, entre outros localizados no interior do PESM.
6.2.8 Área 10: Zona Histórico-Cultural em Ubatuba
6.2.8.1 Descrição
A Zona Histórico Cultural Antropológica, que só existe nesta região, abrange os
bairros de Cambury, vila de Picinguaba, Sertão da Fazenda e Ubatumirim. São
localidades onde residem famílias caiçaras e/ou quilombolas há várias gerações,
conforme descrito no capitulo sobre avaliação da sócio-economia e vetores de
pressão. Apesar da forte pressão turístico imobiliária para aquisição destas áreas por
veranistas ou empreendedores, existe forte interesse destas comunidades em
Áreas Prioritárias 431
desenvolver atividades sustentáveis ligadas a agrofloresta, ao palmito e plantas
ornamentais, bem como continuar com a agricultura de subsistência, com o
artesanato e com a operação do turismo em bases mais sustentáveis. Cada uma
destas comunidades tem suas particularidades: a Vila de Picinguaba já se constitui em
um espaço urbano consolidado, apesar de inúmeros problemas decorrentes do seu
desenvolvimento desordenado, com excessivo parcelamento e grande parte das áreas
nas mãos de veranistas, artistas ou comerciantes de fora. Ubatumirim é uma
comunidade essencialmente rural, com tradição na produção de banana e mandioca.
O Sertão da Fazenda, onde fica a Casa de Farinha do Núcleo Picinguaba, é ocupado
por pequenos agricultores cujos descendentes já buscam maior integração com o
mercado de trabalho voltado para os serviços e o turismo.
No Cambury, em parte abrangido também pelo Parque Nacional da Serra da Bocaina,
reconhecido em parte como território Quilombola, ocupado por pescadores e
agricultores em situação semelhante ao sertão da Fazenda, a comunidade um pouco
mais organizada, e com maior contato com veranistas, que freqüentam e também
ocupam posses na região, surgiu o embrião da própria Zona Histórico-Cultural
Antropológica. O processo de elaboração do Plano de Uso Tradicional do Cambury,
foi desenvolvido por uma Câmara Técnica instituída no âmbito do Conselho
Consultivo do Núcleo Picinguaba, com a participação do IF, das Associações de
Moradores do bairro, do Ministério Público Estadual e Federal, ITESP – Fundação
Instituto de Terras do Estado de São Paulo, PGE, Prefeitura Municipal e ONG’s locais.
As propostas contidas neste Plano, que inclui o micro zoneamento da área, foram
fundamentais para amadurecer a idéia, no âmbito do Instituto Florestal, de estabelecer
os parâmetros para melhorar a convivência entre moradores tradicionais, que ali já
viviam quando o Parque foi criado, e o Instituto Florestal. Apos inúmeras reuniões,
discussões, conflitos e até confrontos entre as partes interessadas, em dezembro de
2005 foi finalmente concluído o processo de elaboração do Plano de Uso Tradicional,
com algumas atualizações e com a assinatura do IBAMA e dos representantes da
comunidade dos moradores, completando a lista de todas as instituições envolvidas.
Este Plano de Uso Tradicional, que também foi elaborado para o Sertão da Fazenda,
está descrito no Capítulo Zoneamento, e regulamenta a Zona Histórico-Cultural
Antropológica.
6.2.8.2 Objetivos e Ações Prioritárias
Elaborar micro-zoneamento do bairro de Ubatumirim, planejar e implementar oordenamento do turismo e das trilhas, o uso sustentável da floresta integrados à
capacitação da comunidade, elaboração de projetos de pesquisa, recuperação
ambiental, saneamento, educação ambiental e melhoria das culturas tradicionais de
banana, mandioca e outros produtos agrícolas.
Realizar estudos para proposição de alteração da categoria destes bairros paraoutras de desenvolvimento sustentável.
432 Áreas Prioritárias de Manejo
6.2.9 Área 11: Microbacia do Rio Grande
6.2.9.1 Descrição
A microbacia do Rio Grande, que abastece a cidade de Ubatuba, vem sendo há muitos
anos ocupada por migrantes de baixa renda, no interior do PESM, com características
de zona rural em processo de adensamento. Uma serie de ações integradas para a
proteção da área já vem obtendo resultados satisfatórios porem o acompanhamento
e conclusão de cerca de 50 ações cíveis publicas em curso, bem como sua
regularização fundiária, reassentamento de parte dos ocupantes e recuperação
ambiental é urgente para estancar o processo de degradação do chamado “Pé da
Serra”.
Monitoramento e Avaliação 435
7.1 Introdução
O processo de monitoramento e avaliação constitui um instrumento para assegurar a
interação entre o planejamento e a execução, possibilitando a correção de desvios e a
retro alimentação permanente de todo o processo de planejamento, de acordo com a
experiência vivenciada com a execução do Plano.
O monitoramento se diferencia qualitativamente de um simples acompanhamento,
pois além de documentar sistematicamente o processo de implantação do Plano,
identifica os desvios na execução das atividades propostas fornecendo as ferramentas
para a avaliação. Já a avaliação possibilita a implantação de ações corretivas para ajuste
ou re planejamento das atividades.
O monitoramento consiste sempre em uma seleção consistente de perguntas que são
tratadas de forma calculada e sistemática. Os conhecimentos adquiridos através das
respostas a estas perguntas permitirão aos gestores do Parque tomar decisões, ajustar
o planejamento e a composição do Plano, e assim, alcançar os objetivos da melhor
maneira possível.
No caso do Plano de Manejo do PESM haverá um programa de monitoramento e
avaliação dos resultados dos Programas de Manejo e também o monitoramento e a
avaliação do desempenho dos colaboradores (recursos humanos). Os itens abaixo
descrevem com mais detalhes os procedimentos do monitoramento e avaliação em
cada uma destas instâncias.
A inexistência de monitoramento e avaliação das atividades desenvolvidas no PESM
até o presente momento, empobreceu o diagnostico sobre o Parque e sua gestão, de
forma que não foi possível estabelecer um marco zero, uma situação atual bem
definida em termos numéricos, a partir do qual possam ser monitorados e avaliados
os avanços obtidos.
Para que seja possível realizar o monitoramento e avaliação da implantação do Plano
de Manejo do PESM, é necessária a implementação dos seguintes passos:
Priorização das atividades propostas, no início de 2006 e ao final de cada ano, comestabelecimento de metas e definição do orçamento necessário;
Implantação de banco de dados para quantificar as ações em curso – depreferência o SIGMA, desenvolvido no âmbito do PPMA;
Cobrança sistemática da alimentação do banco de dados e produção de relatóriomensal de atividades pelos gestores do PESM.
Os resultados do monitoramento e avaliação anual da implantação do Plano de
Manejo do PESM deverão ser disponibilizados para os membros dos Conselhos
Consultivos dos Núcleos, bem como para os membros do Conselho Consultivo do
Parque.
436 Monitoramento e Avaliação
7.2 Avaliação e Monitoramento dos Programas
A base para o monitoramento dos resultados dos Programas de Manejo é o seu
planejamento, incluindo a definição de seus objetivos e TCE’s, que também por sua
vez têm objetivos e indicadores. Este planejamento proporciona pontos de referência
que permitem avaliar o nível de alcance dos objetivos. Permite ainda uma crítica aos
objetivos: estes foram definidos de forma justa e com base na realidade?
A comparação entre a situação real e a situação ideal planejada representa um vínculo
entre o planejamento e a execução de um programa orientado por um objetivo
preciso. Da comparação repetida de ambas as situações, podem-se desenhar
conclusões sobre o avanço e o grau de realização deste determinado programa.
Abaixo estão descritas as etapas deste processo:
7.2.1 Insumos
O primeiro passo em qualquer processo de monitoramento e avaliação é coletar
insumos, ou seja, responder à pergunta básica do trabalho: Que resultados foram
alcançados?
Uma forma de obter estes insumos é o estabelecimento de indicadores para os
objetivos, e nos caso dos Programas de Manejo, também para os TCE’s. Os
indicadores podem ser quantitativos ou qualitativos e uma combinação entre ambos
os tipos é considerada o ideal para auxiliar a observação sobre o avanço e a execução
dos objetivos. A formulação dos indicadores é muito importante para a qualidade do
processo e suas características mais relevantes são:
A coleta e a aquisição de dados é possível graças aos recursos humanos, materiaise financeiros disponíveis;
As mudanças registradas estão diretamente ligadas às intervenções propostas peloprograma;
O indicador é capaz de registrar diversos tipos de mudanças;
A informação fornecida pelo indicador está muito ligada à situação que se desejaavaliar;
Diversas pessoas obtêm os mesmos resultados na coleta de dados.Este Plano de Manejo apresenta indicadores para todos os Programas de Manejo, bem
como para os TCE’s que estruturam os Programas. O item abaixo descreve como
obter os insumos necessários para o monitoramento, ou seja, como coletar as
informações fornecidas pelo indicador.
7.2.2 Fontes de Verificação
São os documentos, locais ou pessoas através dos quais é possível localizar as
informações descritas em cada indicador. Abaixo estão alguns exemplos de
indicadores e fontes de verificação:
Monitoramento e Avaliação 437
Tabela 106. Exemplos de fontes de verificação para os indicadores dos TCE’s
Programa de Manejo Indicador Fontes de Verificação
Visitação e Turismo
Sustentável
Dados de visitação tabulados e disponíveispara análise e gestão
Número de atrativos estruturados paravisitação conforme diretrizes do IF
Número de visitantes nas grandes trilhas
Relatório Semestral doPrograma de Uso Público do
PESM
Observação diretaComunicação e
Marketing
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