plano de manejo parque da serra do mar

Por recomendação do amigo e diretor da unidade de São Sebastião do Parque da Serra do Mar, Edson Lobato, segue o plano de manejo do parque para o blog da Pousada Pé na Areia.

É uma leitura longa, mas podemos entender o que está sendo feito para a conservação no Estado de São Paulo deste bioma tão maravilhoso que é a mata atlântica!

Vale a pena ver que tem gente séria trabalhando para preservar o planeta!

Faça você também um pouquinho para ajudar a natureza, nem que seja não pegar o saquinho no supermercado, apagar uma luz ou fechar a torneira em quanto escova os dentes. Assim você economiza água, reduz as suas emissões de carbono e reduz o lixo nos aterros sanitários.

 
 
Plano de Manejo do PE Serra do Mar aprovado pelo CONSEMA (19 de setembro)

O Plano de Manejo do Parque Estadual da Serra do Mar foi elaborado em 2005/2006, pelo Instituto Florestal e Instituto EkosBrasil, com recursos do Projeto de Preservação da Mata Atlântica.

O Parque Estadual da Serra do Mar, criado em 1977 com 315 mil ha, abrange 23 municípios do litoral e Vale do Paraiba, em São Paulo, sendo a maior área de proteção integral de toda a Mata Atlântica.

Durante a avaliação ecológica rápida, utilizada para caracterizar a biodiversidade do Parque, os especialistas percorreram 21 trilhas, em 40 dias de campo. Foram registradas 373 espécies de aves, mais da metade do total existente na Mata Atlântica; 111 espécies de mamíferos (quase a metade do total), com 22 ameaçadas de extinção, principalmente os primatas. Das 1265 espécies de arvores e arbustos registradas, 3 são inéditas.

Os principais atrativos e 400 km de trilhas do Parque foram avaliados, assim como seus programas de manejo. A metodologia utilizada foi participativa, com a realização de reuniões com as comunidades e instituições relacionadas aos 8 núcleos do Parque, 2 oficinas regionais e uma conclusiva.

Os resultaram foram apresentados como Temas de Concentração Estratégica, tanto para avaliar as atividades do Parque como para propor linhas de ação para a pesquisa, a conservação do patrimônio natural e cultural, a proteção, o uso publico e a interação socioambiental.

O Plano de Manejo definiu e regulamentou o zoneamento do Parque, com destaque para as seguintes zonas, que concentram os maiores problemas e conflitos do seu território:

Zona de Ocupação Temporária – É aquela ocupada por terceiros, sejam posseiros ou proprietários de áreas no interior do Parque (5% do total). Neste caso, foram definidas regras básicas de uso temporário, objetivando viabilizar a coexistência entre a administração do parque e aqueles ocupantes que ainda não foram indenizados, nos casos pertinentes.

Zona Histórico-Cultural Antropológica – Esta zona foi criada pelo Instituto Florestal para contemplar as comunidades caiçaras e quilombolas que vivem há varias gerações na região de Picinguaba, em Ubatuba (menos de 0,05% da área total). Neste caso, a proposta e estudar a mudança de categoria de manejo ao invés de desocupar a área. Sendo assim, foram elaborados Planos de Uso Tradicional para os moradores considerados tradicionais que vivem no interior do Parque enquanto esta mudança não ocorre.

Zona de Uso Conflitante/Infra Estrutura de Base
Nesta zona encontram-se as rodovias, ferrovias, dutos, linhas de transmissão, estações de captação e tratamento de água, barragens, antenas de radio, TV e celulares (0,73%). Conforme o texto aprovado por unanimidade pelo CONSEMA, as concessionárias e operadores destas estruturas devem, em curto prazo, controlar e monitorar as vias de acesso a todas elas estruturas, em caráter permanente, objetivando apoiar a proteção dos mananciais e da biodiversidade do Parque, realizada atualmente somente pelo Instituto Florestal e Policia Ambiental. Neste sentido, já foram iniciados entendimentos com a SABESP e Petrobrás.

Foram definidas 11 Áreas prioritárias de manejo (principalmente para regularização fundiária e ecoturismo), e propostas 54 bases de apoio à fiscalização e visitação das trilhas que percorrem e atravessam o parque, e que deverão ser implantadas por meio de parcerias.

A regularização fundiária do Parque da Serra do Mar já esta em desenvolvimento por meio do ITESP e da PGE, com recursos de compensação financeira provenientes de obras de infra estrutura como a duplicação da rodovia imigrantes e a instalação de plantas e estruturas lineares da PETROBRAS.

O Projeto de Preservação da Mata Atlântica (parceria financeira entre o Banco KfW,da Republica Federal da Alemanha e o Governo de São Paulo) esta iniciando a implementação do Plano de Manejo com o Instituto Florestal por meio de uma coordenação tecnica que objetiva integrar seus 8 núcleos e respectivos gestores, bem como estruturar seu Conselho Consultivo.